« Mehoffer | Entrada | Monet (para P.M., por tudo) »

31 de dezembro de 2004

Tornar-se

O motto do Modus, tomado de empréstimo a Goethe, aponta um caminho e uma teleologia: poder tornar-se plenamente quem na verdade se é, sem constrangimentos nem frustrações, sem o frio de só se ser visto pela metade e o desprazer do comedimento onde se deseja a entrega, foi eleito como o sentido para a vida neste espaço peculiar, exarcebado às vezes, sublimado outras tantas.
Mas tornar-se quem se é não depende só da atitude própria, nem da convicção inteira ou mesmo da resiliência: depende também do meio, do todo, e acima de tudo da luz e do calor que se recebe do olhar que nos vê e onde nos revemos. Só assim se atinge aquilo que, com razoável insuficiência, pode ser designado como felicidade.

Publicado por Ana Roque às 16:27

Comentários

És um amor, rapariga! Mas, estás a encheres-nos de responsabilidades! Eu vou gostar sempre de ti.

Publicado por: vbm às 18:34 de 31-12-2004

Este seu texto, Ana, é perfeito pra se ler assim, no silêncio do início da primeira tarde do ano. Obrigada por ele. Um beijo e um 2005 simples e feliz.

Publicado por: Márcia às 18:04 de 01-01-2005

Comente




Recordar-me?

(pode usar HTML tags)