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10 de março de 2005

Do assombro (muito depois)

A noite tinha voltado sem se anunciar. Os arcos do tempo tornados novos na singularidade, outros, únicos de intensidade imprevista à branca luz lunar. A cumplicidade a nortear caminhos desenhados pela vez primeira, a bússola solta no riso, a música das frases partilhadas até ao limite. A procura levada à exaustão, surpresa feliz. O encontro total dos corpos enlevados, o olhar cada vez mais fundo, o assombro. Esplenderoso, o mar, disseram ao amanhecer.

Publicado por Ana Roque às 21:55


Comentários

Belo texto:-)

Por: wind às 22:48 de 10-03-2005