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03 de julho de 2005
Do teatro (público e privado)
O teatro é sem dúvida o lugar certo para nos inteirarmos da brevidade da glória humana: oh, todas aquelas rutilantes e soberbas pantomimas, votadas hoje a um perfeito esquecimento! É chegada a altura de abjurar da magia e tornar-me um eremita: colocar-me numa situação a partir da qual possa confessar a mim mesmo que já nada me resta fazer senão aprender a ser bom. O fim da vida é justamente tido como um tempo de meditação. Irei arrepender-me de não me ter dedicado a isso mais cedo?
Iris Murdoch, in O Mar, o Mar, ed. Relógio D'Água, trad. José Miguel Silva.
Publicado por Ana Roque às 18:40
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A Dama do Império Britânico diz-nos,à maneira de Platão, que «a beleza é o aspecto visível do Bem»
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O bom e o belo, eterna dualidade...
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