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   <title>Modus vivendi</title>
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   <subtitle>&quot;Werde der du bist.&quot;Goethe</subtitle>
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   <title>Hugues Merle</title>
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   <published>2012-05-20T19:13:02Z</published>
   <updated>2012-05-20T19:14:16Z</updated>
   
   <summary> banho em beleza...</summary>
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      <name>Ana Roque</name>
      
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banho em beleza]]>
      
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   <title>em cor de sépia</title>
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   <published>2012-05-20T10:06:28Z</published>
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   <summary>aquele que conversando pôde apenas aprender uma forma de ver esse nunca falou contigo inteligente e cínico calculou a projecção do próprio eco a conversa entrou em areia pela noite alastrou às lanternas ténues fios brancos e estreitas femininas mãos...</summary>
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      <name>Ana Roque</name>
      
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      aquele que conversando pôde apenas
aprender uma forma de ver esse nunca
falou contigo inteligente e cínico calculou
a projecção do próprio eco a conversa
entrou em areia pela noite alastrou
às lanternas ténues fios brancos e estreitas
femininas mãos por engano a luz feriu-te
um pouco acertando-te no rosto tu reclamado
em cor de sépia se a memória fosse um resgate
uma coisa sem fala e sem pena uma memória
calorosamente guardada e esquecida
coisas que podemos suportar perder
porque nos foram totalmente concedidas

Tatiana Faia
      
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   <title>Ishiro Taruta</title>
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   <published>2012-05-19T17:58:16Z</published>
   <updated>2012-05-19T18:00:53Z</updated>
   
   <summary> do estilo...</summary>
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      <name>Ana Roque</name>
      
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      <![CDATA[<img alt="ishirotaruta.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/ishirotaruta.jpg" width="265" height="404" />

do estilo]]>
      
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   <title>Amanhã falamos, ou depois</title>
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   <published>2012-05-19T08:30:02Z</published>
   <updated>2012-05-19T08:32:16Z</updated>
   
   <summary>Quando os barcos partirem, quando os barcos partirem para o sem fim, Uns ficarão por cá, e outros certamente não – segundo muitos dizem, é sempre assim. E se bem que partam barcos por esses mares, se bem que partam...</summary>
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      <name>Ana Roque</name>
      
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      Quando os barcos partirem, quando os barcos partirem para o sem fim, 
Uns ficarão por cá, e outros certamente não – segundo muitos dizem, é sempre assim.
E se bem que partam barcos por esses mares, se bem que partam velas
Rios ficarão quietos de quietos, à espera, como xailes esquecidos na ombreira da porta.
Inventados melros cantarão mais tarde na concha do rio, quando a saudade romper, e
Desta cidade nascerão alguns assobios, apenas para quem os saiba,
Ainda que até agora ninguém tenha pensado nisso muito a sério.
Dona Dália, Dona Dália, quem poderá saber nesta terra
Onde florescem os cucos e onde voam as rosas?
Nada nos preparou sem enfeites para tal lição de vida,
Ainda que pensemos saber bastante, e não só de meteorologia - imensa cultura.
Dona Dália, sabe bem que quando os barcos partirem, quando os barcos partirem mesmo,
Águas ficarão ainda que parta - com pequenos ramos, para descanso das libelinhas. E
Lá, onde sussurram os ventos de São Tomé, é bom pensar que o sol bate forte.
Imagino que se sentirá agora bem melhor, mesmo esquecido o xaile e outros adereços.
Amanhã falamos, ou depois. Até lá, fica esta porta – com os melros, os cucos, e as rosas.

Rui A
      
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   <title>Hubert-Denis Etcheverry</title>
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   <published>2012-05-17T21:42:17Z</published>
   <updated>2012-05-17T21:43:46Z</updated>
   
   <summary> um olhar sem sombra de ilusão...</summary>
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      <![CDATA[<img alt="LA%20DAME%20EN%20BLEU%2C%20ETCHEVERRY%20HUBERT%20DENIS%2C.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/LA%20DAME%20EN%20BLEU%2C%20ETCHEVERRY%20HUBERT%20DENIS%2C.jpg" width="542" />

um olhar sem sombra de ilusão]]>
      
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   <title>A raiva passada a escrito</title>
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   <published>2012-05-16T22:47:12Z</published>
   <updated>2012-05-16T22:49:19Z</updated>
   
   <summary>A raiva. Vou-vos contar desta raiva que sinto. Do seu sabor. A raiva passada a escrito tem mais sabor. O sabor do alecrim que não provei ou de uma túlipa andina que escapa. Da escarpa que hei-de subir e que...</summary>
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      A raiva. Vou-vos contar desta raiva que sinto. Do seu sabor.

A raiva passada a escrito tem mais sabor. O sabor do alecrim que não provei ou de uma túlipa andina que escapa. Da escarpa que hei-de subir e que eu sei que está lá, incrédula, quase trocista.

A lamentável depreciação das coisas novas um dia e hoje velhas. A raiva.

A raiva passada a escrito apresenta-se bem, com uma dignidade imparável – a placidez de um ancião bem vivido quase se lhe equipara em garbo e compostura.

A raiva. Passada a escrito quase parece recato. Ou fonte.

Portanto, se fores à raiva, guarda-me um bilhete. Uma chávena.

Rui A.

      
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   <title>resumo</title>
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   <published>2012-05-16T08:42:29Z</published>
   <updated>2012-05-16T08:47:12Z</updated>
   
   <summary> Invadiu-me uma sensação de calma, de tristeza e de fim. virgínia woolf Ao teu lado, mudo. Suponho que pousei a mão No teu ombro, não sei, Ausentes, ambos, Tu do ombro, eu da mão. Lá fora, não muito longe...</summary>
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      <name>Ana Roque</name>
      
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      <![CDATA[<em> Invadiu-me uma sensação de calma,
de tristeza e de fim.</em>
 virgínia woolf


Ao teu lado, mudo.
Suponho que pousei a mão
No teu ombro, não sei,
Ausentes, ambos,
Tu do ombro, eu da mão.
Lá fora, não muito longe
Do vidro, a manhã passa
E é calma, tristeza, fim.

nuno rocha morais]]>
      
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   <title>arrebatar o tempo</title>
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   <published>2012-05-15T08:40:08Z</published>
   <updated>2012-05-15T08:43:57Z</updated>
   
   <summary>serás feliz e jovem mais que tudo Pois se és jovem, a vida que vestires há de tornar-se tu; e se és feliz, tal qual deseja a vida assim serás. Meninas (os) precisam de meninos (as) e basta: posso amar...</summary>
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      serás feliz e jovem mais que tudo
Pois se és jovem, a vida que vestires

há de tornar-se tu; e se és feliz,
tal qual deseja a vida assim serás.
Meninas (os) precisam de meninos (as)
e basta: posso amar somente aquela

cujo mistério é dar espaço à carne
e arrebatar o tempo à alma do homem

e quanto a cogitar se deus proíbe
e (em sua graça) puro amor se exclui:
pois nisso irão razão, tumba fetal
dita progresso, e injuízo final

digo que aprendo canto com um pássaro
mas não ensino a não dançar estrelas.

e.e. cummings, versão de Gil Pinheiro
      
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   <title>Como uma flauta nas mãos de um piano</title>
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   <published>2012-05-14T08:15:40Z</published>
   <updated>2012-05-14T08:17:49Z</updated>
   
   <summary>Bailando acima das águas e de todas as pratas Eras assim uma espécie de deus, um príncipe urbano Ramos saltaram de incontáveis dedos e Na abertura das noites despontaram várias Áfricas As pessoas finalmente calaram-se e Rostos abriram-se ao passar...</summary>
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      Bailando acima das águas e de todas as pratas
Eras assim uma espécie de deus, um príncipe urbano
Ramos saltaram de incontáveis dedos e
Na abertura das noites despontaram várias Áfricas
As pessoas finalmente calaram-se e
Rostos abriram-se ao passar de tão jovem flauta
Desenhos surgiram em paisagens extremas e
Os homens, alguns, coraram de prazer e
Simpáticas damas ficaram ainda mais simpáticas.
As crianças, essas, limitaram-se a adorar.
Sonhos romperam a faca dos dias
Sulcos rasgaram as costas dos mundos
E tudo como se nada passasse
Tudo como se um segundo fosse tudo
Tão grande de grande, esse ser sem tamanho
Irrompendo, sem tempo, pelas mãos de um piano

Rui A.
      
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   <title>Algarve</title>
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   <published>2012-05-13T09:08:26Z</published>
   <updated>2012-05-13T09:09:33Z</updated>
   
   <summary> contraste colorido na praia da Falésia...</summary>
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      <![CDATA[<img alt="fal%C3%A9sia.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/fal%C3%A9sia.jpg" width="500" height="377" />

contraste colorido na praia da Falésia]]>
      
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   <title>Para não desesperar</title>
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   <published>2012-05-13T09:04:59Z</published>
   <updated>2012-05-13T09:07:11Z</updated>
   
   <summary>O balouçar da roupa sereníssima no bairro das traseiras recorda-me o engano que ilumina em volta o mundo. Não saltes tão de força, coração, mas também tu oscila sereníssimo no tempo que ainda tens para não desesperar Carlos Poças Falcão...</summary>
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      O balouçar
da roupa sereníssima
no bairro das traseiras
recorda-me o engano
que ilumina em volta o mundo.
Não saltes tão de força, coração, mas também tu
oscila sereníssimo no tempo que ainda tens
para não desesperar

Carlos Poças Falcão
      
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   <title>Raquel Forner</title>
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   <published>2012-05-12T20:03:00Z</published>
   <updated>2012-05-12T20:04:02Z</updated>
   
   <summary> vanidad...</summary>
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vanidad
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   <title>Gracias a la vida</title>
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   <published>2012-05-12T11:07:21Z</published>
   <updated>2012-05-12T11:08:56Z</updated>
   
   <summary>Gracias a la vida que me ha dado tanto. Me dio dos luceros que, cuando los abro, perfecto distingo lo negro del blanco, y en el alto cielo su fondo estrellado, y en las multitudes el hombre que yo amo....</summary>
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   <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://amata.anaroque.com/">
      Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me dio dos luceros que, cuando los abro,
perfecto distingo lo negro del blanco,
y en el alto cielo su fondo estrellado,
y en las multitudes el hombre que yo amo.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el oído que, en todo su ancho,
graba noche y día grillos y canarios,
martillos, turbinas, ladridos, chubascos,
y la voz tan tierna de mi bien amado.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el sonido y el abecedario,
con él las palabras que pienso y declaro:
madre, amigo, hermano, y luz alumbrando
la ruta del alma del que estoy amando.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la marcha de mis pies cansados;
con ellos anduve ciudades y charcos,
playas y desiertos, montañas y llanos,
y la casa tuya, tu calle y tu patio.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me dio el corazón que agita su marco
cuando miro el fruto del cerebro humano,
cuando miro el bueno tan lejos del malo,
cuando miro el fondo de tus ojos claros.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto.
Así yo distingo dicha de quebranto,
los dos materiales que forman mi canto
y el canto de ustedes que es el mismo canto,
y el canto de todos, que es mi propio canto.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.

Violeta Parra
      
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   <title>Aleatório</title>
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   <published>2012-05-11T21:54:06Z</published>
   <updated>2012-05-11T21:56:13Z</updated>
   
   <summary>(gentileza de Amélia Pais) é aleatório o modo organizado das borboletas. ergue(m)-se contra o senso comum, contra o tempo - tal como o conhecemos -. deslizam contra os nossos olhos cegos , batem-nos na face, - fascinação - muito leves,...</summary>
   <author>
      <name>Ana Roque</name>
      
   </author>
   
   
   <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://amata.anaroque.com/">
      (gentileza de Amélia Pais)
 
é aleatório
o modo organizado das borboletas.
ergue(m)-se contra o senso
comum,
contra o tempo
- tal como o conhecemos -.
deslizam contra os nossos olhos
cegos ,
batem-nos na face,
- fascinação -
muito leves,
com seu segredo contido
entre cores, formas
e movimento das asas.

não sabemos como vão ou vêm.
nós, os ignorantes.

eternamente perguntamos.

Silvia Chueire 
      
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   <title>Raphael Soyer</title>
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   <published>2012-05-11T21:49:59Z</published>
   <updated>2012-05-11T21:51:04Z</updated>
   
   <summary> que o banho possa ser lustral...</summary>
   <author>
      <name>Ana Roque</name>
      
   </author>
   
   
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      <![CDATA[<img alt="Raphael%20Soyer%2C%20After%20the%20bath.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/Raphael%20Soyer%2C%20After%20the%20bath.jpg" width="268" height="451" />

que o banho possa ser lustral
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