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      <title>Modus vivendi</title>
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      <description>&quot;Werde der du bist.&quot;Goethe</description>
      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2012</copyright>
      <lastBuildDate>Sun, 20 May 2012 19:13:02 +0000</lastBuildDate>
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         <title>Hugues Merle</title>
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         <description><![CDATA[<p><img alt="Hugues%20Merle%2C%20Susannah%20at%20Her%20Bath%201874.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/Hugues%20Merle%2C%20Susannah%20at%20Her%20Bath%201874.jpg" width="464" /></p>

<p>banho em beleza</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Sun, 20 May 2012 19:13:02 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>em cor de sépia</title>
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         <description><![CDATA[<p>aquele que conversando pôde apenas<br />
aprender uma forma de ver esse nunca<br />
falou contigo inteligente e cínico calculou<br />
a projecção do próprio eco a conversa<br />
entrou em areia pela noite alastrou<br />
às lanternas ténues fios brancos e estreitas<br />
femininas mãos por engano a luz feriu-te<br />
um pouco acertando-te no rosto tu reclamado<br />
em cor de sépia se a memória fosse um resgate<br />
uma coisa sem fala e sem pena uma memória<br />
calorosamente guardada e esquecida<br />
coisas que podemos suportar perder<br />
porque nos foram totalmente concedidas</p>

<p>Tatiana Faia</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Sun, 20 May 2012 10:06:28 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>Ishiro Taruta</title>
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         <description><![CDATA[<p><img alt="ishirotaruta.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/ishirotaruta.jpg" width="265" height="404" /></p>

<p>do estilo</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Sat, 19 May 2012 17:58:16 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>Amanhã falamos, ou depois</title>
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         <description><![CDATA[<p>Quando os barcos partirem, quando os barcos partirem para o sem fim, <br />
Uns ficarão por cá, e outros certamente não – segundo muitos dizem, é sempre assim.<br />
E se bem que partam barcos por esses mares, se bem que partam velas<br />
Rios ficarão quietos de quietos, à espera, como xailes esquecidos na ombreira da porta.<br />
Inventados melros cantarão mais tarde na concha do rio, quando a saudade romper, e<br />
Desta cidade nascerão alguns assobios, apenas para quem os saiba,<br />
Ainda que até agora ninguém tenha pensado nisso muito a sério.<br />
Dona Dália, Dona Dália, quem poderá saber nesta terra<br />
Onde florescem os cucos e onde voam as rosas?<br />
Nada nos preparou sem enfeites para tal lição de vida,<br />
Ainda que pensemos saber bastante, e não só de meteorologia - imensa cultura.<br />
Dona Dália, sabe bem que quando os barcos partirem, quando os barcos partirem mesmo,<br />
Águas ficarão ainda que parta - com pequenos ramos, para descanso das libelinhas. E<br />
Lá, onde sussurram os ventos de São Tomé, é bom pensar que o sol bate forte.<br />
Imagino que se sentirá agora bem melhor, mesmo esquecido o xaile e outros adereços.<br />
Amanhã falamos, ou depois. Até lá, fica esta porta – com os melros, os cucos, e as rosas.</p>

<p>Rui A</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Sat, 19 May 2012 08:30:02 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>Hubert-Denis Etcheverry</title>
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         <description><![CDATA[<p><img alt="LA%20DAME%20EN%20BLEU%2C%20ETCHEVERRY%20HUBERT%20DENIS%2C.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/LA%20DAME%20EN%20BLEU%2C%20ETCHEVERRY%20HUBERT%20DENIS%2C.jpg" width="542" /></p>

<p>um olhar sem sombra de ilusão</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Thu, 17 May 2012 21:42:17 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>A raiva passada a escrito</title>
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         <description><![CDATA[<p>A raiva. Vou-vos contar desta raiva que sinto. Do seu sabor.</p>

<p>A raiva passada a escrito tem mais sabor. O sabor do alecrim que não provei ou de uma túlipa andina que escapa. Da escarpa que hei-de subir e que eu sei que está lá, incrédula, quase trocista.</p>

<p>A lamentável depreciação das coisas novas um dia e hoje velhas. A raiva.</p>

<p>A raiva passada a escrito apresenta-se bem, com uma dignidade imparável – a placidez de um ancião bem vivido quase se lhe equipara em garbo e compostura.</p>

<p>A raiva. Passada a escrito quase parece recato. Ou fonte.</p>

<p>Portanto, se fores à raiva, guarda-me um bilhete. Uma chávena.</p>

<p>Rui A.<br />
</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Wed, 16 May 2012 22:47:12 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>resumo</title>
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         <description><![CDATA[<p><em> Invadiu-me uma sensação de calma,<br />
de tristeza e de fim.</em><br />
 virgínia woolf</p>

<p><br />
Ao teu lado, mudo.<br />
Suponho que pousei a mão<br />
No teu ombro, não sei,<br />
Ausentes, ambos,<br />
Tu do ombro, eu da mão.<br />
Lá fora, não muito longe<br />
Do vidro, a manhã passa<br />
E é calma, tristeza, fim.</p>

<p>nuno rocha morais</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Wed, 16 May 2012 08:42:29 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>arrebatar o tempo</title>
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         <description><![CDATA[<p>serás feliz e jovem mais que tudo<br />
Pois se és jovem, a vida que vestires</p>

<p>há de tornar-se tu; e se és feliz,<br />
tal qual deseja a vida assim serás.<br />
Meninas (os) precisam de meninos (as)<br />
e basta: posso amar somente aquela</p>

<p>cujo mistério é dar espaço à carne<br />
e arrebatar o tempo à alma do homem</p>

<p>e quanto a cogitar se deus proíbe<br />
e (em sua graça) puro amor se exclui:<br />
pois nisso irão razão, tumba fetal<br />
dita progresso, e injuízo final</p>

<p>digo que aprendo canto com um pássaro<br />
mas não ensino a não dançar estrelas.</p>

<p>e.e. cummings, versão de Gil Pinheiro</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Tue, 15 May 2012 08:40:08 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>Como uma flauta nas mãos de um piano</title>
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         <description><![CDATA[<p>Bailando acima das águas e de todas as pratas<br />
Eras assim uma espécie de deus, um príncipe urbano<br />
Ramos saltaram de incontáveis dedos e<br />
Na abertura das noites despontaram várias Áfricas<br />
As pessoas finalmente calaram-se e<br />
Rostos abriram-se ao passar de tão jovem flauta<br />
Desenhos surgiram em paisagens extremas e<br />
Os homens, alguns, coraram de prazer e<br />
Simpáticas damas ficaram ainda mais simpáticas.<br />
As crianças, essas, limitaram-se a adorar.<br />
Sonhos romperam a faca dos dias<br />
Sulcos rasgaram as costas dos mundos<br />
E tudo como se nada passasse<br />
Tudo como se um segundo fosse tudo<br />
Tão grande de grande, esse ser sem tamanho<br />
Irrompendo, sem tempo, pelas mãos de um piano</p>

<p>Rui A.</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Mon, 14 May 2012 08:15:40 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>Algarve</title>
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         <description><![CDATA[<p><img alt="fal%C3%A9sia.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/fal%C3%A9sia.jpg" width="500" height="377" /></p>

<p>contraste colorido na praia da Falésia</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Sun, 13 May 2012 09:08:26 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>Para não desesperar</title>
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         <description><![CDATA[<p>O balouçar<br />
da roupa sereníssima<br />
no bairro das traseiras<br />
recorda-me o engano<br />
que ilumina em volta o mundo.<br />
Não saltes tão de força, coração, mas também tu<br />
oscila sereníssimo no tempo que ainda tens<br />
para não desesperar</p>

<p>Carlos Poças Falcão</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Sun, 13 May 2012 09:04:59 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>Raquel Forner</title>
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         <description><![CDATA[<p><img alt="vanidad%20-%20raquel%20forner.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/vanidad%20-%20raquel%20forner.jpg" width="270" height="270" /></p>

<p>vanidad<br />
</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Sat, 12 May 2012 20:03:00 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>Gracias a la vida</title>
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         <description><![CDATA[<p>Gracias a la vida que me ha dado tanto.<br />
Me dio dos luceros que, cuando los abro,<br />
perfecto distingo lo negro del blanco,<br />
y en el alto cielo su fondo estrellado,<br />
y en las multitudes el hombre que yo amo.</p>

<p>Gracias a la vida que me ha dado tanto.<br />
Me ha dado el oído que, en todo su ancho,<br />
graba noche y día grillos y canarios,<br />
martillos, turbinas, ladridos, chubascos,<br />
y la voz tan tierna de mi bien amado.</p>

<p>Gracias a la vida que me ha dado tanto.<br />
Me ha dado el sonido y el abecedario,<br />
con él las palabras que pienso y declaro:<br />
madre, amigo, hermano, y luz alumbrando<br />
la ruta del alma del que estoy amando.</p>

<p>Gracias a la vida que me ha dado tanto.<br />
Me ha dado la marcha de mis pies cansados;<br />
con ellos anduve ciudades y charcos,<br />
playas y desiertos, montañas y llanos,<br />
y la casa tuya, tu calle y tu patio.</p>

<p>Gracias a la vida que me ha dado tanto.<br />
Me dio el corazón que agita su marco<br />
cuando miro el fruto del cerebro humano,<br />
cuando miro el bueno tan lejos del malo,<br />
cuando miro el fondo de tus ojos claros.</p>

<p>Gracias a la vida que me ha dado tanto.<br />
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto.<br />
Así yo distingo dicha de quebranto,<br />
los dos materiales que forman mi canto<br />
y el canto de ustedes que es el mismo canto,<br />
y el canto de todos, que es mi propio canto.</p>

<p>Gracias a la vida que me ha dado tanto.</p>

<p>Violeta Parra</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Sat, 12 May 2012 11:07:21 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>Aleatório</title>
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         <description><![CDATA[<p>(gentileza de Amélia Pais)<br />
 <br />
é aleatório<br />
o modo organizado das borboletas.<br />
ergue(m)-se contra o senso<br />
comum,<br />
contra o tempo<br />
- tal como o conhecemos -.<br />
deslizam contra os nossos olhos<br />
cegos ,<br />
batem-nos na face,<br />
- fascinação -<br />
muito leves,<br />
com seu segredo contido<br />
entre cores, formas<br />
e movimento das asas.</p>

<p>não sabemos como vão ou vêm.<br />
nós, os ignorantes.</p>

<p>eternamente perguntamos.</p>

<p>Silvia Chueire </p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Fri, 11 May 2012 21:54:06 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>Raphael Soyer</title>
         <link>http://amata.anaroque.com/arquivo/2012/05/raphael_soyer</link>
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         <description><![CDATA[<p><img alt="Raphael%20Soyer%2C%20After%20the%20bath.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/Raphael%20Soyer%2C%20After%20the%20bath.jpg" width="268" height="451" /></p>

<p>que o banho possa ser lustral<br />
</p>]]></description>
        
        
         <pubDate>Fri, 11 May 2012 21:49:59 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
      
   </channel>
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