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      <title>Modus vivendi</title>
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      <description>&quot;Werde der du bist.&quot;Goethe</description>
      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2010</copyright>
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         <title>Bebido o luar</title>
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         <description>Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver. 

Sophia de Mello Breyner Andresen</description>
        
        
         <pubDate>Wed, 10 Mar 2010 08:52:18 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
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         <title>William Orpen</title>
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         <description><![CDATA[<img alt="w%20orpen.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/w%20orpen.jpg" width="432" height="600" />

sem grande ânimo...]]></description>
        
        
         <pubDate>Wed, 10 Mar 2010 08:51:01 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
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         <title>O poeta pede a seu amor que lhe escreva</title>
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         <description>Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.

Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de mordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura. 

Garcia Lorca</description>
        
        
         <pubDate>Tue, 09 Mar 2010 20:02:05 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
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         <title>Portinari</title>
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         <description><![CDATA[<img alt="portinari_pipas.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/portinari_pipas.jpg" width="400" height="364" />

porque hoje o dia brilha]]></description>
        
        
         <pubDate>Tue, 09 Mar 2010 10:06:48 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
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         <title>Digam que foi mentira</title>
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         <description>Digam que foi mentira, que não sou ninguém,
que atravesso apenas ruas da cidade abandonada
fechada como boca onde não encontro nada:
não encontro respostas para tudo o que pergunto
nem na verdade pergunto coisas por aí além

Eu não vivi ali em tempo algum
Nomeei-te no meio dos meus sonhos
chamei por ti na minha solidão
troquei o céu azul pelos teus olhos
e o meu sólido chão pelo teu amor

Contigo aprendi coisas tão simples
como a forma de convívio com o meu cabelo ralo
e a diversa cor que há nos olhos das pessoas
Só tu me acompanhastes súbitos momentos
quando tudo ruía ao meu redor e me sentia só e no cabo do mundo

Contigo fui cruel no dia a dia mais
que mulher tu és já a minha única viúva
Não posso dar-te mais do que te dou
este molhado olhar de homem que morre e
se comove ao ver-te assim presente tão subitamente

Ruy Belo</description>
        
        
         <pubDate>Tue, 09 Mar 2010 10:02:04 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
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         <title>Penélope</title>
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         <description>Mais do que um sonho: comoção!
Sinto-me tonto, enternecido,
quando, de noite, as minhas mãos
são o teu único vestido.

E recompões com essa veste,
que eu, sem saber, tinha tecido,
todo o pudor que desfizeste
como uma teia sem sentido;
todo o pudor que desfizeste
a meu pedido.

Mas nesse manto que desfias,
e que depois voltas a pôr,
eu reconheço os melhores dias
do nosso amor.

David Mourão-Ferreira</description>
        
        
         <pubDate>Mon, 08 Mar 2010 22:14:45 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
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         <title>Tissot</title>
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         <description><![CDATA[<img alt="Tissot_James_Jacques_The_Confidence.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/Tissot_James_Jacques_The_Confidence.jpg" width="500" />

a confidência, momento importante para qualquer mulher...]]></description>
        
        
         <pubDate>Mon, 08 Mar 2010 08:03:04 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
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         <title>Fragilidade</title>
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         <description>Teu corpo ausente do meu corpo,
sou tão frágil como um instante,
uma onda que se quebra no ninho de ostras.
Tuas mãos não repousam sobre meu ventre,
sou tão pequena como um segundo.
Tuas mãos não aquecem meu coração,
sou tão fria quanto a neve.
Sou uma camponesa colhendo
tâmaras, pistache, misk e snôbar.
Não sinto frio, teu corpo me aquece.
És sementes florescendo nos campos.

Rosani Abou Adal
</description>
        
        
         <pubDate>Mon, 08 Mar 2010 07:58:35 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
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         <title>Da palavra</title>
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         <description>1.
Sê tu a palavra,
branca rosa brava.

2.
Só o desejo é matinal.

3.
Poupar o coração
é permitir à morte
coroar-se de alegria.

4.
Morre
de ter ousado
na água amar o fogo.

5.
Beber-te a sede e partir
- eu sou de tão longe.

6.
Da chama à espada
o caminho é solitário.

7.
Que me quereis,
se me não dais
o que é tão meu? 

Eugénio de Andrade</description>
        
        
         <pubDate>Sun, 07 Mar 2010 17:33:58 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
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         <title>Alfred Sisley</title>
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         <description><![CDATA[<img alt="Alfred_Sisley_010.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/Alfred_Sisley_010.jpg" width="507" height="379" />

passeio imaginado]]></description>
        
        
         <pubDate>Sun, 07 Mar 2010 12:21:13 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
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         <title>Mistérios da Intimidade</title>
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         <description>(...)
Não sabemos quem somos,
não sei quem tu és.
Meu presente e meu passado?
Do futuro nada sei.
Quem és tu que me fazes fugir de mim mesma? 

Rosani Abou Adal</description>
        
        
         <pubDate>Sat, 06 Mar 2010 19:25:33 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
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         <title> Waterhouse</title>
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         <description><![CDATA[<img alt="800px-Miranda_-_The_Tempest_JWW.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/800px-Miranda_-_The_Tempest_JWW.jpg" width="500"  />

Miranda em imagem pré-rafaelita 
]]></description>
        
        
         <pubDate>Sat, 06 Mar 2010 11:46:43 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
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         <title>O mar já não era para mim suficiente</title>
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         <description>O mar já não era para mim suficiente.
Fazia-me falta um rio
um rio sob sombra das árvores.

É difícil a meio da música
suportar a luz do café. 

João Miguel Fernandes Jorge</description>
        
        
         <pubDate>Sat, 06 Mar 2010 09:20:17 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
            <item>
         <title>Sir Francis Bernard Dicksee</title>
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         <description><![CDATA[<img alt="DickseeMiranda.jpg" src="http://amata.anaroque.com/imagens/DickseeMiranda.jpg" width="400" height="475" />

Miranda, a bela filha de Próspero: <em>"We are such stuff as dreams are made on." </em>]]></description>
        
        
         <pubDate>Fri, 05 Mar 2010 17:17:53 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
      </item>
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         <title>Cerejas, meu amor</title>
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         <description>Cerejas, meu amor,
mas no teu corpo.
Que elas te percorram
por redondas.

E rolem para onde
possa eu buscá-las
lá onde a vida começa
e onde acaba

e onde todas as fomes
se concentram
no vermelho da carne
das cerejas...

Renata Pallottini</description>
        
        
         <pubDate>Fri, 05 Mar 2010 15:15:53 +0000</pubDate>
	<author>Ana Roque</author>
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