As Amoras
O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
Eugénio de Andrade


comentários (2)
Este poema não é da Sophia, mas sim do Eugénio de Andrade. Pode ser uma homenagem aos dois, mas convèm corrigir.
Por Aliete | novembro 7, 2006 3:11 PM
em 07/11/2006 15:11
Cara Aliete, obrigada; a memória tem destas traições, confusões, erros e falhas, lapsos e quejandos. A correcção aqui fica.
Por ana r. | novembro 7, 2006 11:55 PM
em 07/11/2006 23:55