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As Amoras

As Amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Eugénio de Andrade

comentários (2)

Aliete:

Este poema não é da Sophia, mas sim do Eugénio de Andrade. Pode ser uma homenagem aos dois, mas convèm corrigir.

ana r.:

Cara Aliete, obrigada; a memória tem destas traições, confusões, erros e falhas, lapsos e quejandos. A correcção aqui fica.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 06 de novembro de 2006.

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