(gentileza de Amélia Pais, em memória de Fiama)
Regresso, depois da litania,
à contemplação sem voz.
A memória da música é
amarga, quando estou só.
Os quartetos de Beethoven
arrancam-me uma parte
do corpo em substância.
Ferida, terei de ir ainda
à cidade dia a dia.
Fiama Hasse Pais Brandão


comentários (2)
Vou ficar, por uns tempos, com este poema.
Um abraço, Ana.
Por zeferino | janeiro 21, 2007 11:00 PM
em 21/01/2007 23:00
As palvras que nos envolvem, que nos devolvem a nós, que nos arranham, que se entranham. Em nós.
Um abraço, caro Zeferino.
Por ana r. | janeiro 22, 2007 12:01 PM
em 22/01/2007 12:01