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Sobre a pintura de um ramo florido

(gentileza de Amélia Pais)

Quem disse que a pintura deve parecer-se com a realidade?
Quem o disse vê com olhos de não entendimento
Quem disse que o poema deve ter um tema?
Quem o disse perde a poesia do poema
Pintura e poesia têm o mesmo fim:
Frescura límpida, arte para além da arte
Os pardais de Bian Lun piam no papel
As flores de Zhao Chang palpitam
Porém o que são ao lado destes rolos
Pensamentos-linhas, manchas-espíritos?
Quem teria pensado que um pontinho vermelho
Provocaria o desabrochar da primavera?

Su Dongpo, trad. Adelino Ínsua

comentários (2)

T:

Sra. Amélia, leio sempre suas contribuições, aliás leio sempre as poesias publicadas (espero não ser pedante por este motivo)e aprecio as pinturas...o poema é interessante, na medida em que questiona o que mais apreciamos aqui: a poesia e a pintura.
Mas o autor fala dos "rolos".. como seu nome é asiático, a mim parece que são os rolos em caligrafia idiomática, em tinta vermelha, que tem significado especial.
Espero ter um pouquinho de razão :)

nem sempre a tenho ao meu lado, a razão no caso!

T:

Pensando bem.... eu cobro a mudança de poesias e pinturas, qualquer coisa que apareça, será vício?! entro em férias neste caso :)

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 18 de agosto de 2009.

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