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Monemvassiá, pátria de Yannos Ritsos

O preço da beleza, nestas ruínas amorosamente
reerguidas, é sem preço. O calcário em pedra solta
e firmes angulares, a talha rasando rente
e os volumes que como harmónio em volta

um só concerto tangem. E a rocha em frente
à pedra impõem a pequenez, enorme nessa rota
que faz a baía tecer de azul fremente
o belo impoluto na mais pura nota.

Até os pássaros no vinhedo prestam o tributo
debicando os bagos, e o majestoso pinheiro
no silêncio ergue seu hino. Lazareto outrora,

hoje este canto do passado ao presente faz o luto,
a ele trazendo a exacta medida do dinheiro,
do que vale e não vale, e do que vale a Hora.

Aurélio Porto

comentários (1)

amelia:

Gosto dos poemas de Aurélio Porto.Ele reuniu toda
a sua poesia em FLOR DE UM DIA edições - sempre em pé

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 13 de novembro de 2009.

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