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A vigília do pescador

Na praia o vulto do pescador
É mais denso que a noite...

E enquanto espera
A sua ânsia solidifica em concha
E sonoriza os ventos livres do mar.

E enquanto espera
A sua ânsia descobre
os passos da maré na praia
e o sono do borco das canoas.

É manha
e o pescador
ainda espera

e enquanto o mar
Não lhe devolve o seu corpo de sonhos
Num lençol branco de escamas

Um torpor de baixa-mar
Denuncia algas nos seus ombros.

Arnaldo Santos

comentários (3)

T:

olá, algo aqui está sem sal e sem açúcar...meio solto, deve ser o verão!

ana roque:

Mera questão de opinião, cara T. Conformo-me com isso.

T:

Aprenderei um dia, refiro-me à conformidade.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 04 de agosto de 2010.

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