Na praia o vulto do pescador
É mais denso que a noite...
E enquanto espera
A sua ânsia solidifica em concha
E sonoriza os ventos livres do mar.
E enquanto espera
A sua ânsia descobre
os passos da maré na praia
e o sono do borco das canoas.
É manha
e o pescador
ainda espera
e enquanto o mar
Não lhe devolve o seu corpo de sonhos
Num lençol branco de escamas
Um torpor de baixa-mar
Denuncia algas nos seus ombros.
Arnaldo Santos


comentários (3)
olá, algo aqui está sem sal e sem açúcar...meio solto, deve ser o verão!
Por T | agosto 4, 2010 6:42 PM
em 04/08/2010 18:42
Mera questão de opinião, cara T. Conformo-me com isso.
Por ana roque | agosto 4, 2010 10:17 PM
em 04/08/2010 22:17
Aprenderei um dia, refiro-me à conformidade.
Por T | agosto 5, 2010 12:42 AM
em 05/08/2010 00:42