Invisíveis filtros Levantei-me cedo e escrevi um texto diligente, bem humorado e cheio de observações pertinentes (posso gabá-lo à vontade, está salvo de todos os olhares!), fiz o usual post & publish , e a blogosfera comeu-o literalmente, devorou-o sem deixar rasto, armada em imitadora do velho Urano odiado por Géia. O texto era (soube-o depois, ao lamentar o infortúnio com quem me atura às vezes) tribal (?!) e, portanto, foi felizmente eliminado por um espírito benigno que, pelos vistos, faz de censor quando me meto onde não me diz respeito(?!!!). Não sou jornalista, o assunto não era sobre mim (eu , aos olhos do motivador do meu texto perdido, até sou uma bloguista legitimada...), logo, não é nada comigo. O meu problema é que acho que tudo o que me interessa me diz respeito. O texto era, como se adivinha, sobre PRD, e tecia considerações várias acerca da desrazão dele. Citava Terêncio e referia uma famosa discoteca de Hamburgo, Die grosse Freiheit. Vejam lá se, malgré tout, não se intui que tenho razão para carpir a sua perda precoce (um post abortado deixa uma marca indelével no espírito do bloguista – digo eu...). AmAtA --------