21 de fevereiro de 2020

Osman Hamdi Bey

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20 de fevereiro de 2020

On Self-criticism

Self-criticism, that is to say, is an unforbidden pleasure. We seem to relish the way it makes us suffer [and] take it for granted that each day will bring its necessary quotient of self-disappointment. That every day we will fail to be as good as we should be; but without our being given the resources, the language, to wonder who or what is setting the pace; or where these rather punishing standards come from.

Adam Phillips

18 de fevereiro de 2020

Di Cavalcanti

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Teia

a aranha me visita
e tece
onde estou

tenta me fazer próximo
na trama
urdida em silêncio

sem contato
em mim encontra
o único
a opor resistência

conhece meu tempo
e a teia cresce.

Pedro Du Bois

17 de fevereiro de 2020

Inventory

Four be the things I am wiser to know:
Idleness, sorrow, a friend, and a foe.
Four be the things I'd been better without:
Love, curiosity, freckles, and doubt.
Three be the things I shall never attain:
Envy, content, and sufficient champagne.
Three be the things I shall have till I die:
Laughter and hope and a sock in the eye.

Dorothy Parker

Di Cavalcanti

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Como a chuva não cessasse de cair

Como a chuva não cessasse de cair em caudais,
Tiras de tinta começaram a aparecer na fotografia
O tecto da chuva rompera o abrigo da sua alma
E o verde circulava a deriva rompendo as plantas.
Elvira deixara cair seus olhos de objectiva nas
Folhas verdes. Verificava que era sobre elas e como
Elas que sempre olhara a natureza. Ver o real
Em folhas era amá-lo ininterruptamente. Essa
Contiguidade acabara por compor uma rede
Que tinha tanto de próximo como de diferente,
E a chuva não era chuva, transparecia. Eis, pensou.
Por que chove na fotografia, por que chove
Em correntes sobre as folhas?

Maria Gabriela Llansol

16 de fevereiro de 2020

Osman Hamdi Bey

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15 de fevereiro de 2020

Se me esqueceres

Ora bem,
se pouco a pouco deixares de me amar,
deixarei de te amar pouco a pouco.
Se de súbito
me esqueceres,
não me procures,
pois já te terei esquecido.

Pablo Neruda

13 de fevereiro de 2020

Osman Hamdi Bey

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o amor é possível

O amor é uma flor
prestes a nascer

uma semente
enterrada
no centro
da terra

O amor é o primeiro
raio de sol
que rompe a manhã

o primeiro gotejar
leve sobre o mar
numa manhã de agosto

o amor é uma palavra
um gesto
uma promessa

o amor é possível
inadiável
evidente
sempre renovado

o amor
abre-se como a flor
é uma planta
que não morre

a morte
não mata
o amor

Rui Esteves

12 de fevereiro de 2020

Confortamo-nos com histórias laterais

Confortamo-nos com histórias laterais,
evitamos o toque, há risco de contágio;
por mais que preservemos a franqueza
passou o estágio já da frontal alegria:
estamos bem, obrigada, embora aquém
de antes - entretanto admitimos não
saber, e enquanto resta isto indefinido,
mesmo com luvas, pinças de parafina,
não sondamos mais, sob pena de crescer
um quisto nesse incisivo sítio onde
achámos sem tacto que menos doía

Margarida Vale de Gato

Kuzma Petrov-Vodkin

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como se a vida fosse eterna

Não
acho que não
há coisas muito mais tristes do que recordar
tempos felizes em tempo de tristeza
há por exemplo já se ter esquecido
que se esteve triste
inventar fantásticos momentos de alegria
não vividos
e depois transformar
o que só é
no que não há
como se a vida fosse eterna
e assim coubesse toda
neste poema de amor
ainda assim
a dizer sim

Helder Macedo

05 de fevereiro de 2020

Osman Hamdi Bey

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fevereiro 2020

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