15 de outubro de 2018

Do absoluto

Tu estás em mim como eu estive no berço
como a árvore sob a sua crosta
como o navio no fundo do mar

Mário Cesariny

Bliss

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Atlas

Não há uma só coisa no mundo que não seja misteriosa, mas esse mistério é mais evidente em determinadas coisas do que noutras. No mar, na cor amarela, nos olhos dos velhos e na música.

Jorge Luís Borges

11 de outubro de 2018

Livros & leitores

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09 de outubro de 2018

Ouve

Ouve este barulho fino que é contínuo, e que é o silêncio.
Escuta o que se ouve quando nada se faz ouvir.


Paul Valéry

08 de outubro de 2018

Aries

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07 de outubro de 2018

O declive da vida

As a fond mother, when the day is o'er,
Leads by the hand her little child to bed,
Half willing, half reluctant to be led,
And leave his broken playthings on the floor,
Still gazing at them through the open door,
Nor wholly reassured and comforted
By promises of others in their stead,
Which, though more splendid, may not please him more;
So Nature deals with us, and takes away
Our playthings one by one, and by the hand
Leads us to rest so gently, that we go
Scarce knowing if we wish to go or stay,
Being too full of sleep to understand
How far the unknown transcends the what we know.

H. W. Longfellow

05 de outubro de 2018

David Hockney

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Estranho

Estranho é o sono que não te devolve.
Como é estrangeiro o sossego
De quem não espera recado.
Essa sombra como é a alma
De quem já só por dentro se ilumina
E surpreende
E por fora é
Apenas peso de ser tarde. Como é
Amargo não poder guardar-te
Em chão mais próximo do coração.

Daniel Faria

01 de outubro de 2018

Mapa astral medievo

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Não julgues

Não julgues...
Habitas num recanto mínimo desta terra.
Os teus olhos chegam
Até onde alcançam muito pouco...
Ao pouco que ouves
Acrescentas a tua própria voz.
Mantém o bem e o mal, o branco e o negro,
Cuidadosamente separados.
Em vão traças uma linha
Para estabelecer um limite.

Se houver uma melodia escondida no teu interior,
Desperta-a quando percorreres o caminho.
Na canção não há argumento,
Nem o apelo do trabalho...
A quem lhe agradar responderá,
A quem lhe agradar não ficará impassível.
Que importa que uns homens sejam bons
E outros não o sejam?
São viajantes do mesmo caminho.
Não julgues,
Ah, o tempo voa
E toda a discussão é inútil.

Olha, as flores florescem à beira do bosque,
Trazendo uma mensagem do céu,
Porque é um amigo da terra;
Com as chuvas de Julho
A erva inunda a terra de verde,
e enche a sua taça até à borda.
Esquecendo a identidade,
Enche o teu coração de simples alegria.
Viajante,
Disperso ao longo do caminho,
O tesouro amontoa-se à medida que caminhas.

Rabindranath Tagore, trad. José Agostinho Baptista

30 de setembro de 2018

Rossio

Quando pela manhã
a luz na cidade
de sombras paradas
com os seus jeitos
de curvas & elegância
cai sob o céu
a tua serenidade
e um modo simples de dizer
não estamos sós
nos corações desabitados
ao longe & ao perto
o rio e o mar
e o teu nome discreto
no voo das aves
lá fora partem os navios
diante dos olhos
dos velhos marinheiros
& dos amantes
e nas esplanadas dos cafés
restam apenas memórias
de viagens sempre adiadas
os comboios também partirão
velozes nos carris da imaginação
e ao longe & ao perto
o rio e o mar
a quem só resta ir com as aves
para noutra manhã regressar

Rui Esteves

Reinhold Rudolf Junghanns

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28 de setembro de 2018

Estou muito cansada

Na noite, ao longe, minha janela se inclina.
Sobre os telhados, as nuvens, ramos de flor fina;
a brisa me afaga, bondosa e delicada.
Eu, porém, mantenho as mãos fechadas, pois estou cansada
e escuto, admirada, alados sons de passos,
das pessoas, na rua, a passar. Seus braços
e pés parecem tão leves. Somente eu
me deito, em meu grande cansaço acamada.
Às vezes ouço o som de um passo como o teu,
e então, amado, como a música dos passos, leve fico eu,
como as nuvens sobre os telhados - ramo de flor prateada.

Maria Luise Weissmann, trad. Gabriel Rübinger-Betti

27 de setembro de 2018

Maurycy Gottlieb

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