- Afinal, que queres?
- Tudo. Quero tudo. Menos do que isso é uma desconsideração para com a vida, uma menorização do amor, uma ignorância do essencial, mesmo que nunca se atinja toda a profundidade possível e se fique apenas pela escassez relativa da probabilidade.
- Não te esqueças de fugir ao espírito do tempo e querer também a eternidade. Não a absoluta, conversa de deuses e alimento de filósofos, mas a eternidade que tem a humana proporção da vida.
- Descansa. Por pouco que seja, esse tempo eterno é o mínimo para se viver tudo.


comentários (5)
mas com quem se conversa assim?
Por xxxx | janeiro 19, 2005 5:08 PM
em 19/01/2005 17:08
Os seres humanos, não tendo acesso à eternidade, podem chegar apenas à fruição dos instantes que reflectem a eternidade. É a harmonia entre a Natura Naturans e a Natura Naturata.
Mas para isso, não se podem desperdiçar os instantes inúteis. A vida é demasiado breve para que tal possa acontecer. Mas para conquistar os instantes eternos há que aprender a criar os espaços onde eles se possam alojar.
Por Baruch | janeiro 19, 2005 7:05 PM
em 19/01/2005 19:05
A benefício de inventário: há com quem se converse assim, ou quase, e cinco minutos depois se esteja a fazer humor nonsense, e, outros cinco minutos mais tarde, se possa viver outras e maiores intensidades. Lá que há, há...
Por Ana R. | janeiro 19, 2005 9:31 PM
em 19/01/2005 21:31
Sejam o que sejam o tempo ou a eternidade, é bom roubarmo-lhes uns bocadinhos.
Por zef | janeiro 19, 2005 10:21 PM
em 19/01/2005 22:21
pois que seja amor e terno.
Por Inês | janeiro 22, 2005 12:36 AM
em 22/01/2005 00:36