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Desmesura(s)

- Afinal, que queres?
- Tudo. Quero tudo. Menos do que isso é uma desconsideração para com a vida, uma menorização do amor, uma ignorância do essencial, mesmo que nunca se atinja toda a profundidade possível e se fique apenas pela escassez relativa da probabilidade.
- Não te esqueças de fugir ao espírito do tempo e querer também a eternidade. Não a absoluta, conversa de deuses e alimento de filósofos, mas a eternidade que tem a humana proporção da vida.
- Descansa. Por pouco que seja, esse tempo eterno é o mínimo para se viver tudo.

Hiperligações para este texto:

» Da eternidade de (o vento lá fora)*
Amar (só) faz sentido quando se ama sem prazo, quando se ama a perder de vista, para a eternidade. Só sei amar de uma maneira: sem medida.... [ ler ]

comentários (5)

xxxx:

mas com quem se conversa assim?

Baruch:

Os seres humanos, não tendo acesso à eternidade, podem chegar apenas à fruição dos instantes que reflectem a eternidade. É a harmonia entre a Natura Naturans e a Natura Naturata.
Mas para isso, não se podem desperdiçar os instantes inúteis. A vida é demasiado breve para que tal possa acontecer. Mas para conquistar os instantes eternos há que aprender a criar os espaços onde eles se possam alojar.

Ana R.:

A benefício de inventário: há com quem se converse assim, ou quase, e cinco minutos depois se esteja a fazer humor nonsense, e, outros cinco minutos mais tarde, se possa viver outras e maiores intensidades. Lá que há, há...

zef:

Sejam o que sejam o tempo ou a eternidade, é bom roubarmo-lhes uns bocadinhos.

pois que seja amor e terno.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 19 de janeiro de 2005.

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