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Do assombro (muito depois)

A noite tinha voltado sem se anunciar. Os arcos do tempo tornados novos na singularidade, outros, únicos de intensidade imprevista à branca luz lunar. A cumplicidade a nortear caminhos desenhados pela vez primeira, a bússola solta no riso, a música das frases partilhadas até ao limite. A procura levada à exaustão, surpresa feliz. O encontro total dos corpos enlevados, o olhar cada vez mais fundo, o assombro. Esplenderoso, o mar, disseram ao amanhecer.

Hiperligações para este texto:

» Três meses de (o vento lá fora)*
Três meses. Parecem três anos. Mas não passam de três dias, afinal.... [ ler ]

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 10 de março de 2005.

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