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Da verdade (pura e simples)

Do que não se pode falar é melhor calar - a sábia constatação de Wittgenstein é boa conselheira. No entanto, na verdade há momentos em que as palavras, geladas por não poderem correr como deviam, queimam. Quando a distorção vem de onde não se esperava - de onde, apesar dos pesares, se acreditava haver rigor, até alguma nobreza (e isso sim, foi certamente wishful thinking, como está à vista); quando se é testemunha de um acto injusto, de uma tentativa de pôr em causa o bom nome profissional de alguém que é sério e íntegro, não é fácil escolher o silêncio e ficar lá. Quando um homem (e faço aqui, para que conste, a minha "declaração de interesses" - sou a mulher desse homem; seria perverso que este facto fosse impeditivo de dizer o que penso, embora só em parte, por razões quase óbvias) que faz aquilo em que acredita e segue critérios de honestidade intelectual, não serve interesses materiais e coloca em primeiro plano a vontade de criar, sem pretenciosismo, sem procura de protagonismo, por pura e simples capacidade de arriscar num tempo e num espaço onde isso é árduo, pode parecer fácil atacá-lo injustamente; então se a arma for uma "tribuna", ou uma simples cadeira ligada a um megafone, a tentação deve ser grande e o sucesso do ataque parece garantido; mas acredito que a verdade, a seriedade, valha mais do que a malevolência e fale mais alto - se assim for, não será igualmente fácil denegri-lo impunemente.

Hiperligações para este texto:

» Assino em baixo, em cima, e dos dois lados de A Internet para as domésticas - Já
E digo mais: eu ia aqui escrever sobre o que diz a Sôdona Ana Roque, mas vou só dizer uma coisinha. Há por aí umas pessoas que são assim muito importantes, e muito cotadas na políticosfera e na blogosfera. E... [ ler ]

comentários (5)

Vi:

Eu cá assino em baixo!

Vi:

Repito: assinamosem baixo, eu mais o Cocó!

Eu cá também assino em baixo da Xô Dona Vi e do seu Cócó (salvo seja).

O post de Pacheco Pereira só denota uma coisa: não é falta de nobreza, cara Ana, não é o factor surpresa a pregar-nos partidas, não, desiluda-se: é apenas o belo do despeito ou mais plebemente dito "valentíssimo inchaço provocado por profundíssima dor de corno".
O umbigo de JPP está de tal forma inchado que já não consegue aceitar que o seu aBRUpTO não seja o blogue mais lido.
(*daqui em diante, ler com ironia*)
Afirmar tal coisa seria (quase) o mesmo que afirmar que Sua Ex.ª o supra-sumo da inteligência política (leia-se, ele próprio) alguma vez emitiu uma opinião que não estivesse certa ou uma crítica que não fosse merecida! Ora bolas, Ana, acha que isso alguma vez seria possível? Como é possível que o Paulo Querido tenha ousado escrever (mais do que dizer) tal coisa?! Ou isso ou o JPP ainda não se apercebeu que é o reizinho da "Feira das Vaidades" blogosférica...
(*fim da ironia*)

Quanto às questões levantadas pelo Jorge Vaz Nande, penso que merecem alguma atenção, porque fazem todo o sentido. Não se questiona o que PQ afirma, mas sim porque o afirma.

Quanto ao resto, nada de cuidados: lá diz a plebe portuguesa que "os cães ladram e a caravana passa". Mas este provérbio o JPP não deve conhecer... Ou isso ou somos todos parvinhos... ou não, ou não...

Inês:

"A inveja e o ódio, mesmo se acompanhados pela inteligência, limitam o indivíduo à superfície daquilo que constitui o objecto da sua atenção. Mas, se a inteligência se irmana com a benevolência e com o amor, consegue penetrar em tudo o que nos homens e no mundo há de profundo. E pode mesmo acalentar a esperança de atingir o que possa haver de mais elevado."

Johann Wolfgang von Goethe, in: 'Máximas e Reflexões' (colheita do http://cagalhoum.blogspot.com/ , um blog belamente terreno)

Porque há muita variedade de blogs - para quê perder tempo com idiosincráticos?

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 24 de agosto de 2005.

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