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Ana Flor

Ó tu, bem-amada dos meus vinte e sete sentidos, amo-te!
Tu teu tu a ti eu a ti tu a mim - Nós?
Isto diga-se de passagem) não é daqui.
Quem és tu, inumerável fêmea? Tu és - és tu? -
Há quem diga que deves ser - deixa-os dizer, os que não sabem
como o campanário está de pé.
Trazes um chapéu nos teus pés e andas com as
mãos, com as mãos é que tu andas.
Olá roupas vermelhas e tuas, justas em pregas brancas. Vermelha
te amo, Ana Flor, vermelha a ti amo - tu teu tu
a ti eu a ti tu a mim -
Nós?
Isto (diga-se de passagem) pertence ao fogo frio.
(...)

Kurt Schwitters, trad. Jorge de Sena, in poesia do século XX, ed. ASA.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 22 de novembro de 2005.

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