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Auto-retrato

Auto-retrato

Este que vês, de cores desprovido,
o meu retrato sem primores é
e dos falsos temores já despido
em sua luz oculta põe a fé.

Do oculto sentido dolorido,
este que vês, lúcido espelho é
e do passado o grito reduzido,
o estrago oculto pela mão da fé.

Oculto nele e nele convertido
do tempo ido excusa o cruel trato,
que o tempo em tudo apaga o sentido;

E do meu sonho transformado em acto,
do engano do mundo já despido,
este que vês, é o meu retrato.

Ana Hatherly

comentários (3)

Bonito poema. E como se retrata a coragem?

Ana R.:

É o acto. Cem palavras antes e depois.

Cem antes e cem depois? :D

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 01 de dezembro de 2005.

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