A gravidez é uma escolha, livre e consciente, não uma imposição jurídica ou uma condenação social. A maternidade é (implica) uma mudança definitiva porque muda o olhar sobre o mundo, a perspectiva do centro; e tem uma natureza eterna porque nunca mais se volta ao que se era antes. Uma condição com este peso só se pode ter por opção própria. Esconder que a interrupção voluntária da gravidez é muitas vezes uma necessidade não passa de hipocrisia. Abortar em condições de segurança física só pode ser um direito garantido a todas as mulheres, sem discriminações de nenhuma ordem. E uma decisão de cada mulher.
Cabe à mais elementar cidadania tratar deste assunto: DR 231 SÉRIE I 2º SUPLEMENTO de 2006-11-30, o Decreto do Presidente da República n.º 117-A/2006 convoca um referendo para o dia 11 de Fevereiro de 2007.


comentários (2)
E quem não entender isto não tem mais de 10 por cento de Q.I.
Anda por aí muita gente que quer convencer-nos de que vai ser assim um "fartar vilanagem" de abortos, mas não conheço nenhuma mulher que tenha abortado "porque sim"; não conheço nenhuma mulher que não tenha vivido dias e dias de angústia e de dor física e moral, para não falar da insegurança de não se saber como "vai correr". E todas as histórias que conheço acabaram bem, isto é, não tiveram complicações. Imagine-se quando as coisas não correm bem...
Por Vi | dezembro 1, 2006 3:54 AM
em 01/12/2006 03:54
entao quer dizer que temos um QI muito elevado só por entendermos isto?
Por joao garção | janeiro 15, 2007 12:40 PM
em 15/01/2007 12:40