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Até à Foz

(gentileza de Amélia Pais)

Para onde quer que nos voltemos na tempestade de rosas,
a noite ilumina-se de espinhos, e o trovão
da folhagem, antes tão leve nos arbustos,
segue-nos agora de perto.·
Onde quer que se apague o incêndio das rosas,
a chuva inunda-nos o rio. Oh, noite tão distante!
Mas uma folha que nos encontrou é levada pelas ondas
e segue-nos até à foz.


Ingeborg Bachmann

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 25 de janeiro de 2007.

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