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Ode a Afrodite

(escolhido por razões opostas às da primeira vez)

Filha de Jove, que tens altares
Em cem lugares, diva falaz
Ah! Poupa mágoa a quem te adora,
A quem implora favor e paz.
Tu outrora já piedosa ouviste
O brado triste da minha voz,
E da materna mansão celeste
A mim vieste pronta e veloz.
Ao níveo carro, jungido tinhas
Das avezinhas o meigo par,
Ele voando pelo ar sereno
Em brado ameno veio pousar.
E tu, sorrindo de mim diante
Meigo o semblante falaste assim:
Safo, por que te vejo tão consternada
Porquê magoada chamas por mim?
Que paixão te oprime? Gemes, suspiras,
Dize, a que aspiras com tanto ardor?
Alguém ingrato se não te rende?
Ah... Quem te ofende com tal rigor?
Há de rogar-te, se ora te enjeita.
Teus dons rejeita? A Deusa te dará.
Desquer-te amada? Por ti já 'squiva
Em chama activa te abrasará.
Também agora, Deusa benigna,
A mim te dignas dar proteção.
Auxiliadora neste conflito,
Vale ao aflito meu coração.

Safo

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 08 de março de 2007.

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