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A Espera

À beira do cais deserto,
o barco ancorado sonha com procelas,
e eu, que cheguei há pouco,
vindo de dentro de um sonho impossível,
que sonho eu?
Dize-me, barco, o teu segredo
parado nesta ponta de espera,
nesta beira de cais!
É sempre a mesma a distância
que vai da praia à linha do horizonte?
... e eu, que venho de ruas estreitas,
sempre me perco.
Vagos murmúrios marinhos me acompanham
barcos invisíveis vêm à tona
cheios de peixes voadores...

Mauro Mendes

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 02 de abril de 2007.

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