Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.
Cecília Meireles


comentários (2)
bela poesia, o motivo porque aqui vim.
Por AF | abril 9, 2007 11:09 AM
em 09/04/2007 11:09
Obrigada pela visita, que acabo de retribuir. Volte sempre!
Por Ana R. | abril 9, 2007 1:09 PM
em 09/04/2007 13:09