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Motivo da rosa

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.


Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.


Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.


E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

Cecília Meireles

comentários (2)

AF:

bela poesia, o motivo porque aqui vim.

Ana R.:

Obrigada pela visita, que acabo de retribuir. Volte sempre!

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 08 de abril de 2007.

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