a fala aflora à flor da boca
às vezes como fogos de artifício
fulguração contra os terrores do silêncio
só espada espavento espelho
ou pedra ficção arremessada
ou canção para cantar as graças
as virilhas as maravilhas da amada
a deusa idolatrada do amor:
essa outra voz quase jazz
que subjaz ventríloqua de si mesma
Geraldo Carneiro


comentários (2)
Gostei muito deste poema.Bela escolha de palavras.
Por Thunder | abril 12, 2007 6:33 PM
em 12/04/2007 18:33
Vindo de quem sente com as palavras,é um excelente cumprimento (para o autor, naturalmente, mas também para quem tem o privilégio da escolha). Obrigada pela visita, Thunder.
Por ana r. | abril 12, 2007 7:18 PM
em 12/04/2007 19:18