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os fogos da fala

a fala aflora à flor da boca
às vezes como fogos de artifício
fulguração contra os terrores do silêncio
só espada espavento espelho
ou pedra ficção arremessada
ou canção para cantar as graças
as virilhas as maravilhas da amada
a deusa idolatrada do amor:
essa outra voz quase jazz
que subjaz ventríloqua de si mesma

Geraldo Carneiro

comentários (2)

Gostei muito deste poema.Bela escolha de palavras.

ana r.:

Vindo de quem sente com as palavras,é um excelente cumprimento (para o autor, naturalmente, mas também para quem tem o privilégio da escolha). Obrigada pela visita, Thunder.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 12 de abril de 2007.

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