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Até quando te amarei

Até quando se ouvir a voz do vento
E a vontade de ser e de existir
Nem de leve me turve o sobrevir
De teu nome na paz do pensamento.

Até quando, feliz, puder seguir
Em busca de teu vulto — e o juramento
Ardente de te amar for o momento
Mais doce a renovar e a repetir.

Cá me encontro, Senhora, a te louvar.
Assim, com muito agrado, seguirei
A beleza, que tens, a celebrar.

Porque se ao fim da tarde já cheguei,
Sentindo que meus dias vão findar,
Jovem — só por te amar — ainda serei.

Artur Eduardo Benevides

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 23 de maio de 2007.

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