(gentileza de Amélia Pais)
Com um só fósforo ilumino o infinito.
E muitas vezes o infinito é algo
muito próximo, um livro, uma chávena
de chá, o teu rosto escondido
na penumbra, o retrato de alguém desconhecido
que de uma praça, acena,
um fio de tabaco, um monograma
num lenço muito branco.
O infinito o mais das vezes é
não mais do que o que toca o coração,
uma leve poeira pelo ar, um ponto fixo
que a mão ousa tocar, esta chama
que de repente amplia a escuridão
e me torna visível a quem passa
e no clarão acende o seu cigarro.
Amadeu Baptista


comentários (2)
Lindissimo texto. Obrigada pela partilha. Voltarei *
Por contornus | maio 8, 2007 7:57 PM
em 08/05/2007 19:57
Obrigada pela visita e pelas palavras. As fotos no Contornus são muito interessantes. Volte sempre!
Por ana r. | maio 8, 2007 11:39 PM
em 08/05/2007 23:39