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Vestígios de magia IV

Não é do sono que nasce
nem de obscuras palavras
mas da luz que me ilumina
os braços, olhos e face.

Nasce de estranhos presságios
submersos nos meus sentidos
esta encantação de pássaros
que voam da minha fala.

Nasce talvez dos meus gestos
de recônditos segredos
e são as minhas secretas
alegrias e meus medos.

São meus transes, meus instantes
que me possuem com a beleza
de extrair corpos e plumas
das tábuas da minha mesa.

São minhas múltiplas horas
de alucinados prazeres
em que me assistem transidos
o anoitecer e as auroras.

Ah dom de inventar-me alado
e voar com os meus vocábulos
sem espaços que limitem
meus pés no chão repousados.

F. Castro Chamma

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 04 de maio de 2007.

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