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Noturno

A noite é negro-azul furada pelos
Brilhos finos e límpidos dos astros.
Círios, cristais, pórfiros, alabastros
Sons de violinos e de violoncelos.

Em suas paredes sobem setestrelos
Buscando, fascinado, nos seus rastros
Além das luzes rubras de altos mastros
Segue este amor, dos mais puros e belos...

Mais tarde, o amor apaga todos os brilhos,
Sopra forte e tenaz, navega os trilhos
Dos prédios, ondulando as doces águas.

E Amor perdura, e clara imagem cresce
Na ventania que não arrefece
Na noite negro-azul, pura e sem mágoas...

Áureo Mello

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 19 de junho de 2007.

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