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Luminância

Tem roçado meus sentidos docemente.
Vem no leito dos albores da alvorada
Deitar luz pelos meus olhos, disfarçada,
Em murmúrios, leves, frouxos e dormentes.

És nas tardes horizontes, nuvens claras,
Onde deito por teu colo verdejante.
Bebo o brilho de tua face, tão fragrante,
Do ocaso que nos cantam essas searas.

É da noite um clarão, suas estrelas,
refulgentes pelo orbe infinito,
a certeza do quão tudo é tão bonito...

Então sós na madrugada, uma centelha
do calor que aflora à tua pele fria,
me arrebata...
ao romper-te em novo dia.

Lucas Tenório

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 23 de julho de 2007.

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