O que se torna visível depois do escuro
senão a espessura da cidade?
Distingo traços de lume
onde antes o dia apagava
qualquer sinal de estradas.
Carros percorrem-nas,
dirigem-se para ilegíveis pontos.
São luzeiros incendiando a cidade,
estes carros que a atravessam.
Mais do que isso, ali, naquela colina,
descubro uma passagem, um segredo guardado:
o mapa da cidade
é escrito quando a noite me vence por dentro.
Táctil, cego, avanço para o fogo
que me devora.
Luís Quintais


comentários (1)
tás a ver? um poema fabuloso, perfeito.
agora, expermenta entrar a sério num inc~endio :)
Por cândida | julho 9, 2007 3:58 PM
em 09/07/2007 15:58