Poemas são palavras e presságios,
pardais perdidos sem direito a ninho.
Poemas casam nuvens e favelas
e se escondem depois no próprio umbigo.
Poemas são tilápias e besouros,
ar e água à beira de anzóis e riscos.
São begônias e petúnias,
isopor ou mármore nas colunas,
rosas decepadas pelas hélices
de vôos amarrados ao chão.
Cinza do que foi orvalho,
poema é carta fora do baralho,
milharal pegando fogo
pelo berro do espantalho.
Antonio Carlos Secchin


comentários (2)
Gostaria muito de saber quem é você. Sua poesia me apavorou de arrepios... Bravo! Um abraço.
Por Ana Rivero | agosto 28, 2007 1:57 AM
em 28/08/2007 01:57
Cara Ana Rivero, a ficha biográfica deste autor está disponível em http://www.secrel.com.br/jpoesia/asecchin.html#bio
Não me parece que seja difícil contactá-lo...
Por ana r. | agosto 28, 2007 10:59 AM
em 28/08/2007 10:59