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Arte

Poemas são palavras e presságios,
pardais perdidos sem direito a ninho.
Poemas casam nuvens e favelas
e se escondem depois no próprio umbigo.
Poemas são tilápias e besouros,
ar e água à beira de anzóis e riscos.
São begônias e petúnias,
isopor ou mármore nas colunas,
rosas decepadas pelas hélices
de vôos amarrados ao chão.
Cinza do que foi orvalho,
poema é carta fora do baralho,
milharal pegando fogo
pelo berro do espantalho.

Antonio Carlos Secchin

comentários (2)

Ana Rivero:

Gostaria muito de saber quem é você. Sua poesia me apavorou de arrepios... Bravo! Um abraço.

ana r.:

Cara Ana Rivero, a ficha biográfica deste autor está disponível em http://www.secrel.com.br/jpoesia/asecchin.html#bio
Não me parece que seja difícil contactá-lo...

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 27 de agosto de 2007.

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