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Numa Igreja Barroca

Os filamentos de ouro entre os anjos
que te encaram na face, duramente;
o que resta da luz que foi dos sonhos;
o tenebroso frio que vem da mente –

– tudo recolho e vivo no poema.
Mas não conheço sonhos inocentes:
que coração existe onde não trema
a morte que acendemos de repente?

A luz pousou no chão da fria nave
como um grito a cortar o voo da ave.

Luís Filipe Castro Mendes

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 12 de agosto de 2007.

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