Quebrando na praia, as ondas
desfazem o sulco
(porventura deixado)
pelos barcos que se foram
e que poderia servir de pista
para irmos em seu encalço.
Quebrando assim ao acaso,
displicentemente,
as ondas desfazem este pequeno equívoco,
apagam a última possibilidade.
É que o mar não tem caminhos, meu amor,
e os mares para onde hoje partimos
ainda são nunca d’antes navegados,
para nós,
pouco versados na posição das estrelas,
pouco afeitos ao solstício,
aos eclipses e ao plenilúnio.
Pouco importa!
Velejarei num mar de versos,
onde me reconheço,
onde o campo é minado
e cada palavra sabe a sua cicatriz.
Mauro Mendes


comentários (2)
Para quando o retorno dos textos originais :)?
Bom dia!
Por Stephen King | agosto 30, 2007 9:00 AM
em 30/08/2007 09:00
Bom dia, caro SK! Acho que já estiveram mais longe, as palavras...
Por ana r. | agosto 30, 2007 12:47 PM
em 30/08/2007 12:47