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O Reencontro

Quebrando na praia, as ondas
desfazem o sulco
(porventura deixado)
pelos barcos que se foram
e que poderia servir de pista
para irmos em seu encalço.
Quebrando assim ao acaso,
displicentemente,
as ondas desfazem este pequeno equívoco,
apagam a última possibilidade.
É que o mar não tem caminhos, meu amor,
e os mares para onde hoje partimos
ainda são nunca d’antes navegados,
para nós,
pouco versados na posição das estrelas,
pouco afeitos ao solstício,
aos eclipses e ao plenilúnio.
Pouco importa!
Velejarei num mar de versos,
onde me reconheço,
onde o campo é minado
e cada palavra sabe a sua cicatriz.

Mauro Mendes

comentários (2)

Para quando o retorno dos textos originais :)?

Bom dia!

ana r.:

Bom dia, caro SK! Acho que já estiveram mais longe, as palavras...

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 29 de agosto de 2007.

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