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Fim de estação

Não sei como se adivinham
tempestades. No fim de uma estação
as borboletas morrem e o vento quebra
em varandas altas. É por trás dos vidros
que nos defendemos contra todas as surpresas.
Morremos de antemão. E já sob trovoada
assombra-nos o voo dos pássaros à chuva.

Carlos Poças Falcão

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 08 de setembro de 2007.

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