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Tempus Fugit

O tempo começa
quando nascem certas flores.
O tempo denso de uma noite,
o seu perfume, a sua ardência,
de uma flor que não pode ver o
dia.
O tempo acaba
quando morrem certas flores.
O tempo evanescente de uma
garoa:
o seu afago, a sua frialdade,
de uma flor que não pode ver a
luz.
O tempo é noite, é bruma:
permanência do escuro entre as
estrelas,
uma passagem de arrepio entre
calores.
O tempo começa e o tempo
acaba,
tudo que dizemos sobre flores,
rápidos, efêmeros, doentes;
nossa mirada, uma miragem,
resvala em jardim, de madrugada.

Fernando Peres

comentários (2)

M&M:

aiiiiiiiii o tempo...

que bonito poema Ana.

ana r.:

Ainda bem que gostaste :) Bom fim de semana por aí...

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 28 de setembro de 2007.

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