De amigos e inimigos
fui servido,
agora estamos unidos,
atrelados ao degredo.
Nunca fui o escolhido
onde os deuses me puseram.
Nem sou deles, sou de mim
e dos íntimos infernos.
Não.
Não me entreguem aos mortos,
os filhos que me pariram
e plasmei com meus remorsos
no seu mágico convívio.
De amigos e inimigos
fui servido
e com tão finada vida
e alegados motivos,
que ao dar por eles, já partira
e quando dei por mim, não estava vivo.
Carlos Nejar


comentários (2)
lindo poema... infâmia do dia a dia as questões das inimizades.. lindo poema.
Por Tereza | outubro 30, 2007 8:08 PM
em 30/10/2007 20:08
Cara Tereza, obrigada pela visita e pela simpatia. Volte sempre :)
Por ana r. | outubro 30, 2007 11:12 PM
em 30/10/2007 23:12