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Da brevíssima existência

(gentileza de Amélia Pais)

sinto em mim oposto ao medo
- lá para dentro minha pedra (brevíssima existência) -,
o viver silenciado
como se desta vez a existência
abrisse a alma que o guia muna ulunga
a calma mas próxima função
conduz-me anunciando a sedução
a noite ganha razão
como ferida a glória no duro labirinto
muito perto do sofrer
morre em mim oposto a amargura
a doçura da vida espumas de luz lá para diante:
o fracasso, a desonra. que importa a vitória
talvez sobre os dias porque alguém me esmaga a cidade
pó só pó sobre os ombros da morte o vazio
efectivamente intervalo de noites a brevíssima,
inacreditável existência (a pedra) já nada seduz

Abreu Paxe

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 28 de dezembro de 2007.

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