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Os ausentes

Os ausentes necessitam sempre
bilhetes, cartas e coisas
vezes pequenas lembranças
uma gravata, um poema, um postal.

Os ausentes são tão necessitados
que ninguém os lembra
nem só por saudade ou falta.

Os ausentes têm mãos invisíveis
e figura tão diáfana
que os versos para eles
já nascem feitos poemas.

Os ausentes por qualquer acaso
jamais fogem ao nosso convívio
ainda que a distância seja tanta.

Dos ausentes fica sempre um sorriso
como as pinturas recheias
de surpresa, reencontro e irreal.

Roberto Pontes

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 27 de dezembro de 2007.

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