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Azul

no fim, tudo é uma questão de pele
centímetros quadrados de sensibilidade
em busca da possibilidade de toque ou de dor

depois os pêlos
a dobrar em arrepios ao quase contato
beijar o fogo e sentir seus dentes com a língua
beber teu líquido como mel

esculpir rosas na carne de minhas costas
corações e entrelaçados celtas
tuas unhas
bisturis de queratina escarnada
escorpiões com ferrões de fogo
a correr da nuca aos calcanhares

quando acordar e for embora
não esqueça de trancar a porta
para que a rua não possa entrar neste quarto azul

Edson Bueno de Camargo

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 13 de janeiro de 2008.

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