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Casorati

Felice%20Casorati.jpg

a imagem em si

comentários (5)

vbm:

A imagem da imagem da imagem
ou a distãncia de três pontos
à realidade.

Ou, como dizia Platão, «o pintor
pintará as rédeas e o freio; mas
quem as faz é o correeiro e
o ferreiro; o cavaleiro
serve-se delas»

ana r.:

Caro vbm, os seus comentários são sempre uma mais valia para qualquer post :) Obrigada!
Mas,como bem perguntou Paul Watzlawick, será que a realidade é real? Ou, pelo menos, mais real do que virtual? Mais real do que a sua imagem?

vbm:

Está bem, ana.
Porém, não tens razão.

Vê: Casorati ao dar-nos, desnudada, a «imagem em si», como a chamaste, propõe-nos, não uma aparência da realidade, mas a sua verdade sem véu. Eu entendi. E gostei do quadro. Contudo, por antítese, lembrei essa outra verdade, real, inteligível, como a ensina Platão: - a da vivência do amor com a mesma mestria com que o «cavaleiro se serve das rédeas e do freio» :) E daí, sem desprazer na pintura, propus a explícita referência ao «amor em si», sem cuja materialidade nenhuma imanência estética surgirá (ou quiçá, o bem na génese do belo...?) :)

ana r.:

O conceito platónico do amor como bem está tão mais distante no tempo do que a noção fulminante do amor destruidor cultivada pelo romantismo... por isso, ou quase só por isso, me é estranho o movimento de translação que refere...

vbm:

O que interessa o tempo?
Nem Platão nem Rilke tão pouco.

Importa, sim, que para lá da pintura,
da palavra e da arte, ninguém se presidie
no ensimesmamento da arte «sobre o corpo morto
do mundo e do mesmo modo sobre o corpo morto do amor.»

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 20 de janeiro de 2008.

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