Caro vbm, os seus comentários são sempre uma mais valia para qualquer post :) Obrigada!
Mas,como bem perguntou Paul Watzlawick, será que a realidade é real? Ou, pelo menos, mais real do que virtual? Mais real do que a sua imagem?
Vê: Casorati ao dar-nos, desnudada, a «imagem em si», como a chamaste, propõe-nos, não uma aparência da realidade, mas a sua verdade sem véu. Eu entendi. E gostei do quadro. Contudo, por antítese, lembrei essa outra verdade, real, inteligível, como a ensina Platão: - a da vivência do amor com a mesma mestria com que o «cavaleiro se serve das rédeas e do freio» :) E daí, sem desprazer na pintura, propus a explícita referência ao «amor em si», sem cuja materialidade nenhuma imanência estética surgirá (ou quiçá, o bem na génese do belo...?) :)
O conceito platónico do amor como bem está tão mais distante no tempo do que a noção fulminante do amor destruidor cultivada pelo romantismo... por isso, ou quase só por isso, me é estranho o movimento de translação que refere...
O que interessa o tempo?
Nem Platão nem Rilke tão pouco.
Importa, sim, que para lá da pintura,
da palavra e da arte, ninguém se presidie
no ensimesmamento da arte «sobre o corpo morto
do mundo e do mesmo modo sobre o corpo morto do amor.»
comentários (5)
A imagem da imagem da imagem
ou a distãncia de três pontos
à realidade.
Ou, como dizia Platão, «o pintor
pintará as rédeas e o freio; mas
quem as faz é o correeiro e
o ferreiro; o cavaleiro
serve-se delas»
Por vbm | janeiro 20, 2008 3:17 PM
em 20/01/2008 15:17
Caro vbm, os seus comentários são sempre uma mais valia para qualquer post :) Obrigada!
Mas,como bem perguntou Paul Watzlawick, será que a realidade é real? Ou, pelo menos, mais real do que virtual? Mais real do que a sua imagem?
Por ana r. | janeiro 20, 2008 6:07 PM
em 20/01/2008 18:07
Está bem, ana.
Porém, não tens razão.
Vê: Casorati ao dar-nos, desnudada, a «imagem em si», como a chamaste, propõe-nos, não uma aparência da realidade, mas a sua verdade sem véu. Eu entendi. E gostei do quadro. Contudo, por antítese, lembrei essa outra verdade, real, inteligível, como a ensina Platão: - a da vivência do amor com a mesma mestria com que o «cavaleiro se serve das rédeas e do freio» :) E daí, sem desprazer na pintura, propus a explícita referência ao «amor em si», sem cuja materialidade nenhuma imanência estética surgirá (ou quiçá, o bem na génese do belo...?) :)
Por vbm | janeiro 20, 2008 7:36 PM
em 20/01/2008 19:36
O conceito platónico do amor como bem está tão mais distante no tempo do que a noção fulminante do amor destruidor cultivada pelo romantismo... por isso, ou quase só por isso, me é estranho o movimento de translação que refere...
Por ana r. | janeiro 20, 2008 9:09 PM
em 20/01/2008 21:09
O que interessa o tempo?
Nem Platão nem Rilke tão pouco.
Importa, sim, que para lá da pintura,
da palavra e da arte, ninguém se presidie
no ensimesmamento da arte «sobre o corpo morto
do mundo e do mesmo modo sobre o corpo morto do amor.»
Por vbm | janeiro 20, 2008 10:50 PM
em 20/01/2008 22:50