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Hans Baldung

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as três graças de Grien a iluminar um dia com sol dentro

comentários (8)

vbm:

Belo! Não conhecia esse pintor...
Haverá ainda pintores 'renascentistas', hoje em dia?

ana r.:

Há, e de dois tipos - os que ainda não conhecemos,e descobrimos num momento de assombro, viajando no tempo; e os de hoje, que recriam, e serão um outro renascimento visto do futuro ;)

vbm:

:) Resposta perspicaz! :) Porém, o facto será que o corpo é menos representado presentemente. Certo, Picasso lembra-o no traço cheio dos seus volumes, mas não conheço quem mais o faça. Mas também gosto do desenho geométrico e da surpresa das cores harmoniosas... O teu blog é bonito. :)

ana r.:

Obrigada! Mas, como alguém me disse,para minha perplexidade inicial, kantiana convicta que sou das propriedades da coisa em si, a beleza está no olhar do sujeito julgador,e não nas propriedades do objecto...

vbm:

Discordo. Embora cada mente particular aprecie de modo singular a estética do objecto observado, admito possível identificar as proporções harmoniosas próprias do objecto em si, as quais existem mesmo sem ninguém as observar e com elas se encantar. O gosto pode discutir-se mas sempre lembrarei o diálogo de Hípias com Sócrates:):


«Sócrates: ( ) o que é isso do belo?
Hípias: ( ) belo é uma bela rapariga.
Sócrates: ( ) aí está uma bela resposta que te honra!»

ana r.:

Bela citação. Para mim, a dúvida maior vem da questão que liga estética - o belo - e ética - o bom. Digamos que aqui o idealismo platónico - e depois de Platão, especialmente com Aristóteles e Plotino - ainda me fascina: a estética está intrinsecamente ligada com a lógica e a ética. O belo, o bom e o verdadeiro formam uma unidade que o relativismo do olhar não deve poder afastar.

vbm:

É de facto o ponto distintivo do pensamento grego, a indistinção entre o bom e o belo. Parece que só Kant terá tentado ou justificado como a estética pode independer da ética. Mas, na verdade, Kant irrita-me um bocado porque se acantona num sujectivismo das faculdades humanas e o que me interessa é a objectividade do mundo coexistente, por co-possível, com seres que o apreendem e o representam com inteligência. E, o belo sem o bom não tem nem futuro nem descendência! :)

ana r.:

Gosto de saber que Kant irrita um bocado mais alguém ;) as três críticas são de facto incontornáveis se nos interessarmos pelo pensamento ocidental, mas há muito ali que me escapa, confesso de bom grado - mas mesmo assim creio que o bom e o belo (o julgamento estético e o ético) são dificilmente dissociáveis.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 10 de janeiro de 2008.

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