Noutro lugar de mim
mas mesmo assim
ainda em mim,
tu, um deus,
vizinho em mim,
por tênues tabiques separado,
trazes as cadeiras e as mesas,
os lençóis e as frutas do jardim.
Embora o cão rosne,
a lâmpada do poste se apiede
dos fantasmagóricos signos da calçada
ainda assim, tu, isto em mim,
instala–te na clareira, barroso chão,
apodera-te da única cadeira
e em mim navegas
naquela madeira à deriva, poeira,
do porão do meu rosto.
Inez Figueredo


comentários (3)
:)
Por Inês | janeiro 8, 2008 11:38 PM
em 08/01/2008 23:38
Estavas, bela Inês,posta em sossego, e eu a postar poemas da tua homónima, à espera que um belo dia os visses :) Obrigada pela visita!
Por ana r. | janeiro 8, 2008 11:44 PM
em 08/01/2008 23:44
Que bom, visita da mana!
Por Paulo | janeiro 8, 2008 11:47 PM
em 08/01/2008 23:47