Quando vi presencialmente esta obra de Rodin, que me habituara a admirar em gravura e descrições ao longo de mais de 3 décadas, tive uma comoção.
Há casos em que o confronto com o original revela uma desilusão, ou desapontamento. Senti isso com La Gioconda. Noutros -- como O beijo ou, também no meu caso, a Victoria de Samotracia -- a presença da obra aumenta o respeito pelo artista.
Esse fulgor, querida Ana, é tão escasso em nós... No mundo do pastiche corta e cola temos a falsa sensação de criarmos arte, mas em regra acrescentamos muito pouco e os exemplos desse fulgor são, como sempre foram, raros.
Por isso preciosos.
comentários (3)
Sim, já estou a ver, é muito bela essa estátua!
Aqui há uns anos, revisitei Paris e, no Louvre,
ao ver a Vitória de Samotrácia, fiquei
abismado com o fulgor de tanta
beleza, indómita.
Impressionou-me, também, o facto daquela escultura
emergir de um bloco bruto, informe, por esculpir!
É espantoso como se molda o belo, do bruto,
tal como a vida composta do inanimado!
Por vbm | janeiro 12, 2008 4:12 PM
em 12/01/2008 16:12
Esse fulgor é a essência da arte - a poiesis que cria a partir do nada.
Por ana r. | janeiro 12, 2008 5:08 PM
em 12/01/2008 17:08
Quando vi presencialmente esta obra de Rodin, que me habituara a admirar em gravura e descrições ao longo de mais de 3 décadas, tive uma comoção.
Há casos em que o confronto com o original revela uma desilusão, ou desapontamento. Senti isso com La Gioconda. Noutros -- como O beijo ou, também no meu caso, a Victoria de Samotracia -- a presença da obra aumenta o respeito pelo artista.
Esse fulgor, querida Ana, é tão escasso em nós... No mundo do pastiche corta e cola temos a falsa sensação de criarmos arte, mas em regra acrescentamos muito pouco e os exemplos desse fulgor são, como sempre foram, raros.
Por isso preciosos.
Por Paulo | janeiro 12, 2008 5:46 PM
em 12/01/2008 17:46