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Rodin

rodin.jpg

o beijo

comentários (3)

vbm:

Sim, já estou a ver, é muito bela essa estátua!

Aqui há uns anos, revisitei Paris e, no Louvre,
ao ver a Vitória de Samotrácia, fiquei
abismado com o fulgor de tanta
beleza, indómita.

Impressionou-me, também, o facto daquela escultura
emergir de um bloco bruto, informe, por esculpir!

É espantoso como se molda o belo, do bruto,
tal como a vida composta do inanimado!

ana r.:

Esse fulgor é a essência da arte - a poiesis que cria a partir do nada.

Quando vi presencialmente esta obra de Rodin, que me habituara a admirar em gravura e descrições ao longo de mais de 3 décadas, tive uma comoção.
Há casos em que o confronto com o original revela uma desilusão, ou desapontamento. Senti isso com La Gioconda. Noutros -- como O beijo ou, também no meu caso, a Victoria de Samotracia -- a presença da obra aumenta o respeito pelo artista.
Esse fulgor, querida Ana, é tão escasso em nós... No mundo do pastiche corta e cola temos a falsa sensação de criarmos arte, mas em regra acrescentamos muito pouco e os exemplos desse fulgor são, como sempre foram, raros.
Por isso preciosos.

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 12 de janeiro de 2008.

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