« Primaveras de recreio | Main | Arnold Newman »

Desnoite

O que está fora, sou.
Meu rosto é meu formão.
Braços, bocas, de outros – se os houve – meu caráter.
Os livros lado a lado na estante
nada mais que o dia-a-dia em que me intacto.
Sou eu quem realiza destas pétalas o cheiro
cortado e medido sobre a mesa com régua de luz mínima.
A alma acabou, meu caro amigo:
o que há são só distantes objetos
moldando a fundo os segredos
das linhas da palma da nossa mão.

Ronaldo Bressane

A sua opinião?

Acerca

Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 23 de fevereiro de 2008.

Post anterior

Post seguinte

Leia também a primeira página, faça uma pesquisa ou navegue através desta página de todos os títulos em arquivo.

pub




Arquivo

&

Primeiro endereço

© 2004/07 Ana Roque | Powered by TubarãoEsquilo | Editado com Movable Type | Top