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Soneto de indagação

Será tarde, Senhora, será tarde?
A vida, igual ao dia, encontra ocaso.
Termina, pouco a pouco, o nosso prazo
E o frio olhar da morte já nos carde.

Que tua luz me salve ou me resguarde.
Tuas chamas me queimam. Já me abraso.
Estamos bem além de um simples caso.
A alma, outrora errante, em ânsias arde.

Tenho estranho fulgor de adolescência,
Mas, ao notar que tudo pede urgência,
Sinto que amar me traz um certo alarde.

E ao ver o tempo inexorável, lento,
Escravo de teu grande encantamento
Aflito te pergunto — será tarde?

Artur Eduardo Benevides

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 22 de fevereiro de 2008.

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