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Contigo

Contigo ascenderei para colher
a mais túmida estrela,
seremos a luz, o espaço, o corpo azul
da manhã.
Pela chama de um nome diremos o mundo,
a onda indissolúvel, o lis, a frescura.
Com o corpo trémulo respirando,
colheremos o linho, os perfumes,
as luzes e as ametistas
- os lábios tecendo as sombras ébrias,
as pálpebras e a folhagem,
as liras e o jasmim ardente;
os cabelos fluindo, retendo sobre si,
o bálsamo, as fábulas,
o silêncio tecendo os lugares de veludo,
a rósea combustão, a luz do orvalho,
síntese suprema,

génese de todas as manhãs

Maria do Sameiro Barroso

comentários (2)

luisa matias:

gosto muito da sua poesia

ana r.:

Luísa Matias, para mim, só há uma! Obrigada pela visita,querida Luísa...

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 22 de março de 2008.

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