Contigo ascenderei para colher
a mais túmida estrela,
seremos a luz, o espaço, o corpo azul
da manhã.
Pela chama de um nome diremos o mundo,
a onda indissolúvel, o lis, a frescura.
Com o corpo trémulo respirando,
colheremos o linho, os perfumes,
as luzes e as ametistas
- os lábios tecendo as sombras ébrias,
as pálpebras e a folhagem,
as liras e o jasmim ardente;
os cabelos fluindo, retendo sobre si,
o bálsamo, as fábulas,
o silêncio tecendo os lugares de veludo,
a rósea combustão, a luz do orvalho,
síntese suprema,
génese de todas as manhãs
Maria do Sameiro Barroso


comentários (2)
gosto muito da sua poesia
Por luisa matias | março 22, 2008 9:36 PM
em 22/03/2008 21:36
Luísa Matias, para mim, só há uma! Obrigada pela visita,querida Luísa...
Por ana r. | março 22, 2008 11:38 PM
em 22/03/2008 23:38