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Imortalidades

Há algo de imortal numa promessa,
dizia Borges num poema seu.
Lembra-me só, sem que eu sequer te peça,
esse esquecido verso quem mo deu.

Podia ser quem mais desconhecesse
um jogo que entre versos e temores
da nossa própria vida se tecesse
em doída suspeita de fulgores

Perfeitos os amores sem piedade;
abolidas certezas; e a paixão
podia ser tão só a claridade
da noite a agonizar à nossa mão.

Ninguém estende a mão a um poema
que a memória não saiba transformar:
neste, corpos e versos são o tema
dos jogos que aprendemos a jogar.

Como um amor que dói sem ter nascido,
num verso cabe a vida e o seu olvido.

Luís Filipe de Castro Mendes

comentários (5)

vbm:

http://ddata.over-blog.com/xxxyyy/0/15/89/36/muzak03/02-ne-chantez-pas-la-mort.mp3

Entre ontem e anteontem, conheci esta canção musicada por Léo Ferré - que nem aprecio por aí além -, mas que neste Ne chantez pas la mort é cativante. Diz-me se gostas.

ana r.:

obrigada; ouvirei.

ana r.:

Melancólico q.b. ;)

vbm:

... eu, gostei :)... embala-dor :)

ana r.:

;)

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 13 de março de 2008.

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