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Onde está agora o ramo dourado

(gentileza de Amélia Pais)

que esgotei no seu corpo?
Onde está o sabor a água doce
arrancado das nossas bocas? E porque é que

os pássaros cantores nunca mergulham
na água ou caçam descendo da montanha?
Escuta: o balido do pato selvagem,
o queixume do mergulhão e o crocitar da garça,

os falcões que uivam como lobos e as águias marinhas
que relincham como cavalos, o alarido das gaivotas,
e o pequeno mocho a latir na luz do dia:
como ossos na garganta as suas próprias

questões indestrutíveis.


Robert Bringhurst, trad. Nuno Dempster

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 20 de março de 2008.

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