Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei…
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
letra de José Niza e música de José Calvário, cantada por Paulo de Carvalho


comentários (4)
Sim, esta canção foi a primeira de duas senhas que deram início à ocupação pelas forças revolucionárias. Não nos esqueçamos (estes que não seríamos quem somos sem o 25 dabril) que esta foi a segunda senha:
Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó cidade
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola vila morena
Terra da fraternidade
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Por jaime roriz | abril 25, 2008 1:39 AM
em 25/04/2008 01:39
:)
Por ana r. | abril 25, 2008 9:09 AM
em 25/04/2008 09:09
Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho de alecrim
Chico Buarque
Por Vi | abril 25, 2008 9:25 AM
em 25/04/2008 09:25
Vai ser difícil, querida Dona Vi ;)
Por ana r. | abril 25, 2008 11:02 AM
em 25/04/2008 11:02