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A caminho de Bizâncio

Quatro cavalos

Alheios à contemplação geral.
Sem arreios e sem ginetes, livres.
Os peitorais, colares, são sinal
de augusta nobreza, não de doma.
No amplo céu de Veneza, quase verdes
em seus bronzes, entre os ouros do Duomo,
estes cavalos vindos de Bizâncio
não galopam nem dançam. Mas respiram.
Estas narinas dizem que estão vivos
e suam. As cabeças inclinadas
falam, as patas altas espelhadas
em parelhas revelam: vão partir.
Marchando vão voltar para Bizâncio,
deixando sobre a praça as quatro sombras.

Izacyl Guimarães Ferreira

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Esta é uma página de arquivo individual, publicada em 06 de abril de 2008.

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