Se eu voltasse a nascer, e
as minhas mãos me ensinassem o caminho
que vai do coração ao mundo, e
os meus olhos me abrissem o círculo
que o mar desenha no horizonte,
e o meu nariz respirasse a luz que a manhã
solta de dentro da névoa, e os meus lábios
pedissem o pão de estrelas que as aves
trocam entre si, e os meus passos me conduzissem
para onde ninguém precisa de voltar,
o tecido da minha vida seria transparente
como o vidro da janela que não abro,
o fio que vou puxando seria eterno
como os números que contam os dias de um deus,
a tesoura da noite ficaria na caixa
que não precisei de abrir. Se eu voltasse
a nascer, e as velas do sonho me envolvessem
com o linho do seu vento.
Nuno Júdice


comentários (2)
Já lhe "roubei" este poema para o meu blogue... :P
perdoe-me o que não há para perdoar. É que tem tudo a ver...
Com ternura,
Anita.
Por Anita | agosto 16, 2008 7:58 PM
em 16/08/2008 19:58
:))
Por ana r. | agosto 16, 2008 10:27 PM
em 16/08/2008 22:27